Foco: design de performance, tecnologia e rochas ornamentais.

Criada em 2004, a Z-idea é uma empresa de design, fundado por Ludson Zampirolli - designer e professor.

Especialidades e Experiência

Projeto:

Pessoas:

Business:

Para a Z-idea, design aplicado à indústria deve ser quantitativo e qualitativo. Design deve gerar resultados. Design desde o conceito com desenho à mão-livre, até interatividade virtual, processos produtivos, produto produzido e valor para seus clientes.

Nossos serviços

O foco da Z-idea é design de produto. Novos usos e possibilidades, com novas soluções, técnicas e tecnologias para melhor eficiência e valor.

O começo da experiência é no chão-de-fábrica. Ludson Zampirolli, neto de um dos pioneiros da extração do mármore no Brasil, Afonso Zampirolli, teve uma infância onde transitar em pedreiras e máquinas inventivas para a época eram lúdicas à sua imaginação e fazem parte da memória. Ainda trabalhando na empresa de seu pai, uma marmoraria, viu que suas experiências foram aumentado com contatos de seus clientes e amigos.

Experimentando práticas de marmoraria, marcenaria, metalurgia, plásticos, construção civil entre outros. Esta experiência resultou em produtos pensados, desenvolvidos, adquiridos, desejados e que deram lucro a diversas empresas. A formação em Design fortaleceu a técnica, o conceito e metodologias de implantação de idéias que geram resultados.

Ser professor universitário na área de design, consultor em Design, possuir vasto networking no Brasil e no mundo, criar equipes competentes para desenvolver diversas soluções, integram o background para gerar resultados.

História corrida, um currículo comentado:

A infância:

Filho de Luiz Zampirolli e Ironete Moulin Zampirolli, mais os dois irmãos Yuri Moulin Zampirolli e Bruno Moulin Zampirolli. As grandes lembranças da infância de Ludson foram os passeios que seus pais sempre organizavam. Museus e Parques em SP, rota de cidades históricas de Minas Gerais, diversas cidades do interior de SP, RJ, ES, MG, RS. Durante anos foram campistas buscando sempre um contato com a natureza e, por ser em condições de camping, algumas situações de que ficam na memória. Neto de Afonso Zampirolli, quem foi um dos pioneiros na extração do mármore na região Sul do Espírito Santo. Em todo o período de férias na infância do Ludson, as grandes aventuras eram visitar as pedreiras com seu avô e seus tios, que também eram donos de pedreiras de mármore. Nasceu na Casa Verde e morou até os 6 anos de idade na Freguesia do Ó, em SP. Seu pai sempre foi muito culto, pois veio de uma educação Salesiana, e em SP trabalhou muitos anos na Komatsu e na Cosipa. Ludson lembra de diversos encontros de amigos de seu pai de origem italiana, americana, japonesa, alemã e outras nações.

Aos 7 anos de idade, seus pais se mudam para Guarulhos, e com muito esforço, Luiz matriculou Ludson no Colégio Integrado de Guarulhos. Na época, um dos melhores ensinos privados de Guarulhos, onde quem lá estudavam eram filhos de empresários industriais e comerciantes de Guarulhos e SP. Ludson é de uma geração que tinha como tradição no Integrado de aos 12 anos trabalhar na empresa de sua família, ou trabalhar na empresa do pai de algum colega. O professor de maior relevância nesse período de Ludson, até os 13 anos de idade, foi o professor Nelson, de matemática. Ainda na quarta série, o professor Nelson determinou um trabalho em grupo. A cada questão, Ludson encarava como um desafio a busca da solução, a explicação e o convencimento de seus colegas de suas linhas de raciocínio e a entrega do resultado. É a memória mais antiga que edificou as características atuais do Ludson.

Aos 12 anos, montou um clubinho de acampamento com Renato Boiani e Rodrigo (não me recordo o sobrenome). O avô do Rodrigo tinha uma indústria metal mecânica perto do Lago dos Patos, na Vila Galvão, em Guarulhos. Um dos plano mirabolantes do grupo era acampar numa ilha do litoral norte de SP. Como não tínhamos caiaque ou barcos, decidimos contruir nossa própria embarcação. Meu primeiro design surgiu ao fazer a proposta ao avô do Rodrigo. Apresentamos a ideia de construir uma embarcação com tonéis de 200l. Sabiamente, acredito que ele já sabia que a ideia era maluca para crianças de 12 anos de idade entrar mar adentro, o avô do Rodrigo pediu um projeto. Como tínhamos 12 anos, não sabia o que era projeto, e ele nos explicou que era um desenho olhando de frente, vista frontal, olhando de lado, vista lateral, olhando de cima, vista superior, e tudo com medida. Lembro que eu fiz o “projeto”. Esse foi meu primeiro design. O Avô do Rodrigo fez a embarcação seguindo o meu projeto, e claro que não deu certo. Fomos testar na piscina da casa de uma avó de um outro amiguinho, colocamos a embarcação na água e claro que afundou. Acho que foram semanas planejando, executando, esperando e, em poucos segundos, o barcou afundou rapidamente. Lembro que foi um dia muito feliz, pois depois ficamos curtindo a piscina num dia chuvoso e em dia de semana…

Na casa de Guarulhos, havia um quarto de fora. Uma edícula com as caixas de ferramentas de seu pai, livros e uma mesa de trabalho. Basicamente, em toda a infância de Ludson, todos os brinquedos eram desmontados e remontados. Ludson sempre foi fascinado para entender como os brinquedos funcionavam. Desde os 5 anos de idade, Ludson desmontava brinquedos usando chaves de fenda, chaves de boca, chave inglesa etc. E claro, alguns brinquedos não voltavam à funcionar, mas isso nunca deixou Ludson triste ou arrependido.

Ainda na infância, Ludson aprendeu apreciar bibliotecas. No Colégio Integrado, Ludson passava horas folheando página por página diversos livros e enciclopédias ilustradas. Nas casas de seus amigos e primos, as enciclopédias Barsa e Delta Larousse eram objetos de curiosidade. Em casa, a coleção de Inglês da BBC London, as revistas Times e a quantidade de livros que seu pai, Luiz Zampirolli, tinha, faz parte de uma agradável memória cultural.

O primeiro contato com Escher:

Aos 11 anos de idade, num final de semana em um Camping em SP, com os amigos de trabalho da Cosipa de meu pai, eu sofri um acidente onde fraturei o braço. A percepção da gravidade deste acidente levou Ludson ao Hospital Israelita Albert Einstein, onde a equipe de Dr. José Luiz Pistelli fez uma operação milagrosa de uma recuperação de uma artéria rompida, além da fratura. A memória da paisagem do Einstein do 13º andar do Morumbi foi marcante, mas as visitas à clínica do Dr. Pistelli com quadros do Escher nas paredes foram ainda mais impactantes às memórias do Ludson. Na época, sem memória da identidade do Escher, somente dos desenhos e das histórias do Dr. Pistelli. Posteriormente, somente na Faculdade de Belas Artes, Ludson identificou Escher e relembrou do Dr. Pistelli. O que o motivou a estudar ainda mais sobre Escher, que também foi matemático.

O ensino técnico:

Aos 13 anos de idade, Ludson decidiu fazer técnico em agropecuária. Um garoto urbano que em finais de semana tinha contato com a natureza, nas férias viajava para o Espírito Santo e era encantado ao assistir o programa dominical Globo Rural. Seu pai lhe disse para pesquisar a melhor escola e que eu me preparasse. Eu fiz um cursinho preparatório e fiz as provas para uma escola em Jacareí-SP e a Escola Agrotécnica Federl de Alegre-ES. Passei nas duas. No Espírito Santo, passei na 3ª colocação, o que me proporcionou ficar em alojamento dentro da escola. Ainda com 13 anos de idade, Ludson, sozinho, muda para o Espírito Santo, num regime de internato, estudando no período matutino e vespertino, dormindo à noite na própria escola, o curso de Técnico em Agropecuária na Escola Federal de Agropecuária de Alegre, em Rive, no Espírito Santo.

Na época, sua crença era a carreira agropecuária, na mente de uma criança de 13 anos de idade. Em razão da sólida formação básica do ensino fundamental, Ludson ao final do curso ficou com a terceira maior nota da Escola. No curso de técnico em Agropecuária, as disciplinas de maior destaque foram as de topografia, química e irrigação, que exigiam aprofundamento matemático para a geometria, angulações, áreas, volumes à física. Outra disciplina potencializada pelo ambiente educacional da infância de Ludson foi a Administração Agropecuária, onde o resultado final de trabalho de conclusão de curso envolvia um integração de bovinos e suínos numa condição de criação intensiva, ramificada por minhocultura e ranicultura atingindo alta lucratividade por ha.

Além da formação acadêmica, um dos fatores marcantes desse período foi o de transformação pessoal. Da infância para a adolescência, Ludson estava longe dos pais e cercados de outras crianças em situação similar, que viraram amigos. Um amadurecimento, percepção do ambiente, defesa e ataque, estratégia, recuo e ação de situações formais e informais, de descobertas, alegrias e frustrações, amores e desilusões típicos da idade. Um dos grandes amigos nesse período foi o Carlão, o Carlo Nery Portas. Um português, que tinha casa em Cachoeiro, o pai tinha pedreira de um granito na Bahia. Foi um grande amigo da época, viajamos juntos para Domingos Martins, uma colônia pomerana, vivendo descobertas da juventude… Fora da rotina escolar, quando ia à casa dele, minha grande fascinação era pela coleção de antiguidade da família dele, em especial as coleções de peças de marfim. A minha percepção das peças de marfim é de um grande fascínio, pois percebo que atualmente sua comercialização é extremamente proibida, pois não é admissível matar elefantes para se extrair seus marfins. Então, quem os possui, é porque trata-se de uma relíquia familiar, de uma época em que imagino as dificuldades, as aventuras e a coragem das pessoas que saíam da Europa para a África. Carregados de ícones da história e das habilidades fabris da humanidade, foi um amigo que me resgatou diversas memórias junto à meu pai e amigos dele em SP, sempre repletos de cultura e história.

As informações sobre agropecuária em geral, com aprofundamento em cultivo, manejo, impactos, defensivos agrícolas, alimentação, nutrição, sementio, reflorestamento, melhoramento genético, mecanização, legislação etc, somam à uma interpretação diferente como designer, que é minha carreira atual.

Ainda no curso de Técnico em Agropecuária, com sua boa performance em diversas disciplinas e a condição de permanência integral na Escola, Ludson teve contato com diversos amigos que tinham grandes dificuldades de aprendizagem das disciplinas. Sempre às vésperas de provas, Ludson era chamado por grupos de amigos para auxiliar revisões e a formação de grupos de estudos. Talvez, esses momentos puderam indicar alguma conexão com o fato do Ludson assumir posições de liderança e ter sido professor universitário.

Em 1990 Ludson retorna à SP e tenta Medicina Veterinária na USP e não é classificado. Na casa do pais inicia o cursinho pré-vestibular do Objetivo, onde dedica-se exclusivamente à fazer um bom curos preparatório. Decide por optar a carreira de Zootecnia, e na época, as duas melhores universidades do Brasil eram a de Lavras-MG e a UFRRJ-RJ. Ludson fez o vestibular para as duas e passou nas duas com apenas 6 meses de cursinho. Ludson Selecionou a Federal Rural do Rio de Janeiro, a UFRRJ. Também ficava hospedado dentro da UFRRJ em razão de sua classificação e experiência de relacionamento no curso técnico, e nos finais de semana, frequentava a casa de seus primos cariocas Rafael, Rodrigo e Rodolfo Moulin Pinheiro, na Gávea, onde também se encontrava com sua prima Lúcia Cipriano, que cursava psicologia e nos finais de semana conhecia as particularidades do Rio como o Clube Costa Brava e sua região, Gávea, Leblon, Ipanema e a Barra. Com os amigos da UFRRJ, conheceu o hangar do Zepellin e a base aeronáutica de Santa Cruz, bem como debatia sobre projeto diferentes como a criação de peixes exóticos e a pesquisa sobre morcegos na preservação da mata atlântica.

A Belas Artes

Ludson Zampirolli é um designer formado em Design pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo em 1998. A Belas Artes de São Paulo é um Universidade de primeira linha no Brasil, e somaram-se à formação do Ludson disciplinas como Música, Cinema, Teatro, Educação Física, Fotografia além das extremamente técnicas como Geometria, Perspectiva, História da Arte, Ergonomia, Luminotecnia, Materiais, Computação Gráfica, Projeto, Projeto e Projeto. Um convívio com notáveis mestres como Jethero Miranda, Sueli Garcia, Glaucus Cianciardi, Wilis Miyasaka, Paulo Teixeira e outros. Ele tem uma carreira notável tanto na prática quanto na academia.

Sua formação na Faculdade de Belas Artes de São Paulo em 1998, contemplou uma época de ouro na formação intensamente em técnica, lógica e humanas. Ludson Zampirolli teve a oportunidade ser formado por brilhantes professores como Jethero Miranda, um dos fundadores da ABD (Associação Brasileira de Design de Interiores), Sueli Garcia (professora da História do Design), Glaucus Cianciardi (em conceitos de projeto) e Wilis Tomy Miyasaka (Professor de Perspectiva 1 e 2). Uma curiosidade na formação de Ludson Zampirolli foi com o Professor Wilis: O grande estalo de entusiasmo com a graduação em Design na Belas Artes aconteceu no momento em que o Professor Wilis disse que “desenho em perspectiva é pura matemática”. Isso foi uma imensa alegria para Ludson, pois a identificação da matemática para o desenho de perspectiva colocava como rotina projetos de 1, 2 e 3 pontos de fuga. E perto da finalização da graduação em design, Ludson fez uma perspectiva com 8 pontos de fuga. Uma elevada complexidade de projeto, pois o Ludson fez aplicações de pontos de fuga em reflexos de espelho posicionados em ângulo num ambiente. O professor Wilis fez seu ritual de conferência e, depois, dirigiu-se ao Ludson chamando-o de louco, juntamente com uma reverência oriental (para Ludson, esse foi um dos maiores elogios que alguém pode dar à uma pessoa). Essa pequena história da época da Belas Artes representa muito o perfil de Ludson Zampirolli atualmente.

Um dos grandes amigos da época da Belas Artes de São Paulo foi o Anderson Manucci. Nossa amizade se mantém até os dias atuais, e frequentemente é um dos únicos profissionais em design que consigo debater conceitos e técnicas de amplos aspectos. Atualmente, ele é coordenador de projetos e inovação do Incor. Ele é um designer da equipe cirúrgica do Incor. Uma posição única que demonstra a capacidade técnica de um designer que muito admiro e mantemos contato.

Professor:

Em julho de 2002, à convite da Faesa para lecionar no curso de Design de Interiores, Ludson Zampirolli mudou-se de São Paulo para Domingos Martins, no Espírito Santo. Em 2003, mudou-se para Vila Vila Velha. Entre 2002 e 2020, Ludson Zampirolli foi professor de design nos cursos de bacharelado em Design de Produto na Unieste e UCL, Design de Interiores e Design de Moda na Faesa. As disciplinas de maior destaque para os alunos era a “Prototipia” e “Gestão do Design”. No período, Ludson foi um dos únicos professores que tinha uma vida ativa profissionalmente em diversas empresas no Brasil e na Itália, em razão das consultorias que executava para pequenas empresas com apoio do Sebrae, bem como as contribuições com grandes empresas de rochas, que exigia de Ludson Zampirolli o trabalho e monitoramento em projetos e eventos na Itália, Inglaterra, China e Estados Unidos. Essa experiência trazia uma condição de atualização no conteúdo de aula e tarefas orquestradas por Ludson como experiência única para seus alunos, com uma energia e entusiasmo querendo formar os melhores profissionais capazes de atuar em qualquer lugar no mundo. Extremamente exigente no quantitativo e na qualidade de seus alunos, foi um professor que buscava as melhores práticas de mercado para um cenário de alta performance. Atuou como professor de design nos cursos de bacharelado em Design de Produto na Unieste, UCL e, também, UVV. Lecionou em Vitória, Serra e Vila Velha ao lado de grandes professores como Cezar Guedes, Denise Chane Buzetto, Rosindo Torres, Josué Vasconselos, Eduardo Cozendey, Kneipp Caiado enrte outros grandes mestres na formação de profissionais do Design no Brasil.

Entre 2002 e 2020, ele atuou como professor universitário, ensinando nos cursos de design de produtos, design de interiores, design de moda e arquitetura. Com essa vasta experiência, Ludson contribuiu significativamente para a formação de novos profissionais e para o desenvolvimento do design no Brasil. As principais disciplinas que Ludson lecionava foi Prototipia (com foco no desenvolvimento de protótipos dos mais variados produtos. Integrando tecnologia CNC com processos artesanais), Design e Visual Merchandising (com foco na quantificação do design com foco em resultados de venda), gestão do Design (numa integração de métodos SWOT, CANVAS e Design Thinking com direção por designers, estimulando o desenho à mão como solução de liderança). Considerado um professor intenso e exigente, conseguiu em alguns alunos uma formação que os edificaram em suas carreiras.

Consultor e Z-idea

Ludson Zampirolli já foi designer, como consultor de Sebrae, dos anos de 2004 a 2015 e atendeu mais de 80 marmorarias em todo o Brasil.

Em 2005, Ludson Zampirolli fundou a Z-idea, uma empresa de consultoria em design. Um estúdio de design liderado por Ludson Zampirolli. Toda atuação profissional de Ludson Zampirolli à instituições como Sebrae, Abirochas, Senai, Centrorochas, bem como grandes empresas como Marmi Bruno Zanet, StoneBank, Gramazini e Guidoni foi por meio da Z-idea. Muitos registros de suas atividades estão inseridas no seu website www.zidea.com.br , principalmente dentro da pasta portfolio.

ACV e sustentabilidade

Ludson Zampirolli foi o primeiro designer de produto brasileiros a escrever artigos científicos sobre ACV, Análise do Ciclo de Vida, sobre rochas naturais, com publicações em congressos científicos do Brasil e em Carrara, na Itália. Este artigo foi resultado de uma disciplina de Especialização na Escola de Design da UEMG integrada com a REDEMAT da Engenharia de Materiais da UFOP, em 2007.

Este é o link que dá acesso à publicação do artigo científico: http://mineralis.cetem.gov.br/handle/cetem/1339

Esta publicação confirma a essência e a preocupação do designer Ludson Zampirolli com a sustentabilidade.

A Análise do Ciclo de Vida, ACV, é uma pesquisa científica que quantifica impacto ambiental desde a extração da matéria-prima, beneficiamento de todos os processos, até o descarte no meio ambiente. O grande resumo aplicado em diversas palestras, quando Zampirolli cita a integração de sustentabilidade e as rochas naturais é: “_A rocha natural é um dos poucos materiais disponíveis na natureza pronto para o uso do ser humano. Da natureza se extrai a rocha em formato de blocos, no beneficiamento do bloco em chapas, a rocha continua sendo rocha, com cortes das chapas, faz-se pisos, pias, fachadas etc, e usa a rocha como rocha em todo o seu ciclo de vida. E, um dia, a rocha será descartada no meio ambiente, em que sua absorção será de rocha. Isso diferencia muitos materiais que precisam de queima, de água, de energia, de mistura para se tornar um compósito para uso do ser humano. E que a natureza terá de absorver, por vezes, algo que ela não criou. Outra analogia é quando peço para analisarem ao redor de um ambiente arquitetônico. Basicamente, quase tudo tem origem mineral. O aço que faz parte da estrutura tem base mineral. O concreto, o vidro, a tinta, a cerâmica, o plástico, o cobre, o ouro entre outros, assim como as rochas, tem origem mineral. E a consciência de se entender os ciclos produtivos de diversos produtos, é capaz de nos auxiliar na melhor tomada de decisões quando se trata de falar em sustentabilidade. E meus estudos aprofundados nas rochas brasileiras, demonstra que tenho um grande potencial de trabalho como designer.” Trabalhar com as rochas naturais é uma honra.

Simulador 3D

Ludson Zampirolli criou o primeiro simulador 3D para rochas naturais. Ele conseguiu, em 2006, integrar uma fotografia de uma chapa de rocha natural em escala, ser integrada num projeto 3D. Na época, isso foi uma grande revolução, pois os mapas de materiais aplicados para renderização eram todos explodidos e sem qualidade fotográfica. Criando e gerenciando centenas de renderizações, era possível selecionar o materiais de rochas naturais e os ambientes aplicados. A primeira empresa do mundo à contratar um simulador de rochas naturais foi a Marmi Bruno Zanet, e o lançamento aconteceu na Marmomac de Verona em 2007.

Marmi Bruno Zanet

Entre 2007 e 2010, Ludson Zampirolli teve diversos avanços no desenvolvimento de simuladores 3D para indústrias de rochas naturais. Principalmente para a empresa italiana Marmi Bruno Zanet. E seu último simulador 3D de rochas naturais foi para a Abirochas, em 2014. Encerrou-se um período na sua carreira de criação de design digital, para uma produção de design real, de produtos físicos, aplicando o domínio da competência executiva, utilizando máquinas CNC.

Na Marmi Bruno Zanet, Ludson Zampirolli desenvolvia mapas de consumo de rochas naturais em redor mundo. Suas referências de mapeamento eram os eventos de Copas mundiais, Olimpíadas e Oimpíadas de Inverno. São eventos que ocorrem em repetidos ciclos de tempo, em diversos locais do mundo, com previsibilidade superior à 5 anos, e que destacam grandes planejamentos e investimentos da arquitetura, urbanismo, hotelaria, infraestrutura etc que geram oportunidades para o consumo de rochas naturais. Integando às habilidades do designer Ludson Zampirolli, eram desenvolvidos portfolios e moods de conteúdo para as 17 equipes de venda no mundo da Marmi Bruno Zanet agirem com grandes escritórios de arquitetura e urbanismo do mundo.

London Design Festival

Ludson frequentou visceralmente diversas exposições do London Design Festival nos anos de 2009, 2010 e 2011. Numa percepção única como designer brasileiro observando e interagindo com diversas propostas do design do mundo concentradas em Londres. Nesse ambiente dessa época, Ludson Zampirolli observou um sincronismo perfeito entre uma geração de experientes marceneiros tradicionais da Europa, inspirados pela arte, ciências da matemática, geometria e os processos fabris da tornearia e carpintaria, integrados com jovens de uma geração com softwares e simulações 3D, corte à laser, máquinas CNC e braços robóticos. Dessa observação, um novo plano na carreira do Zampirolli se inicia: um design e um plano para integrar a experiência e inteligência de artesãos e profissionais experientes com a força e tecnologia da juventude, os tempos atuais e os próximos anos.

A percepção das exposições em museus, lojas, consulados e praças em toda Londres trouxe um impactante olhar sobre o design no mundo. Londres era mais importante para o design do que Milão. Em Londres, haviam exposições de profissionais e empresas do mundo inteiro (do Reino Unido, da Alemanha, da Holanda, do Chile, dos Estados Unidos, da Itália etc), enquanto na Itália, somente os italianos são os bons. Na Itália, eu percebia que o que era apresentado não era uma tendência, como essência, mas uma apresentação muito bem feita de um catálogo. Ou seja, tudo já estava pronto e bem feito na Itália. Em Londres, eu percebia que a tendência, em alguns casos, estava no pensamento, nos protótipos e nos ensaios experimentais. Ainda aberto ao diálogo, à contestação, à contraposição, ao aprimoramento, à substituição de materiais e tecnologias, à novos mercados etc.

As exposições em Londres eram do mundo para o mundo, do mundo para o Reino Unido, do mundo para a Europa, do Reino Unido para o mundo. Percebia que, na época em que visitei Londres, cerca de 70% dos edifícios construídos na região do Oriente Médio eram projetos de escritórios de arquitetura com sede no Reino Unido. Isso é uma importantíssima e estratégica percepção.

O Rhino

Ludson Zampirolli começou a utilizar o Rhino (#Rhino 3D, #Rhinoceros, #Rhinoceros 3D) em 2002 como uma proposta de testes por colegas da Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Esse contato e evolução com o Rhino, fez Zampirolli substituir o AutoCad e o 3DMax como softwares CAD. Durante o período em que lecionou para os cursos de Design de Produto e Design de Interiores, concluía que, para atender uma performance de produção de projeto, o Rhino se apresenta como uma excelente ferramenta.

Ludson Zampirolli teve seu primeiro contato com o Grasshopper, plugin do Rhino, em 2012. Até o momento, diversas evoluções no domínio da gerência de projeto aconteceram. Uma percepção clara de que, dentro da realidade de escritórios de arquitetura, como aconteceu em 2013 no escritório da Provecto, em SP, com gerente de BIM (Building Information Modeling) e gerente de Revit, não existia uma conexão parametrizada, na época, da produção com a eficiência customização de projeto. Era um princípio prático da indústria 4.0 que não tinha uma solução linear. Esse conjunto de problemas e defasagens desafiam e motivaram Ludson Zampirolli.

Em 2018, Ludson Zampirolli participou como palestrante do Rhino Day, promovido pelo Mackenzie-SP, coordenado por Affonso Orciuoli. Nesta palestra, Ludson apresentou que o grande desafio, maior que a defesa da forma do design, é a capacidade de executar a forma. Demonstrando como o Rhino é uma importante e eficaz ferramenta para as soluções de execução. Um evento com troca de experiências de diversos profissionais e grupos de pesquisa do design paramétrico do mundo inteiro. Seu destaque foi no uso do Rhino 3D e o Grasshopper integrado à produção de rochas naturais usando máquinas CNC. A capacidade executiva de grandes e complexos projetos usando máquinas CNC de grande porte em escala industrial. Uma polêmica foi gerada no momento em que Ludson Zampirolli defendeu em que mais importante que o debate da forma é a competência e a capacidade executiva da forma. Onde o Rhino e o Grasshopper se apresentam como importante instrumentos para uma gerência BIM até a execução. Essa apresentação no Rhinoday foi exemplificar com exemplos de cases reais desenvolvidos em sua trajetória na indústria de rochas naturais.

Os algoritmos desenvolvidos por Ludson, segundo uma mestranda do Mackenzie, trazem um grande domínio da geometria e matemática, uma consciência dos materiais e processos que viabilizam uma execução de alta performance. Esses algoritmos são gerenciados no Rhino e Grasshopper e executados por máquinas CNC. Dentro de conceito BIM, há uma analogia com o BIM 10D.

2011

Ludson Zampirolli já havia adquirido excelentes experiências com máquinas CNC: Em 2010 desenvolve seus primeiros projetos utilizando jato d’água CNC. O projeto de maior expressão foi uma cenografia de uma exposição em São Paulo com base em princípios de Anamorfose.

Em 2011 compra sua primeira router CNC para madeira. Um divisor de águas, pois Zampirolli inicia uma integração da geometria, de vetores com movimentação de ferramentas e programação.

Em 2012, Ludson Zampirolli compra sua primeira router para madeira. Ele definiu uma mudança da rocha natural para a madeira, entre os anos de 2012 e 2014, para colocar em prática aquilo que ele percebeu na Inglaterra, arte e design juntos, experiência e novas tecnologias integradas. Instalou-se numa marcenaria tradicional em Vila Velha, especializada na produção de mesas e cadeiras para bares e restaurantes, e que usava madeira de verdade. Foi um período em que vivenciou os desafios de modelagem 3d, técnicas de usinagem, integração de geometrias do design com ferramentaria, movimento, resistência de materiais, práticas de performance CAD-CAM, estudo e compreensão de G-code, rotinas e processos industriais, estruturas mecânicas e de hardware de máquinas CNC etc. Seu entendimento e visão como designer, com um domínio natural e prático da matemática, conseguiu integrar a geometria do design para os resultados pretendidos na execução por máquinas CNC. Ao ponto de modificar o design, tanto na modelagem tridimensional como em simples vetores, para um controle absoluto do movimento de algum tipo de ferramenta na matéria-prima. Gradativamente, parâmetros entre máquina, ferramentaria, programação e design eram estabelecidos.

O designer Ludson Zampirolli foi selecionado para expor na 4ª Bienal Brasileira de Design. Sua exposição foi um Cobogó Soleil feito em madeira, produzido por máquinas CNC, representando a indústria moveleira capixaba. Ao lado do designer Guto Índio da Costa e da Embraer.

Em 2013, Ludson Zampirolli, junto com a Taquetti Marcenaria, foi classificado em 1º lugar no XIV Prêmio House & Gift, em sua 14ª edição, com o Aparador Rio. Uma integração da marcenaria tradicional com portas e gavetas usinadas com máquinas CNC. A curadoria foi do Professor Eddy, um dos grandes nomes da crítica do design brasileiro.

Em 2013, no SP Design Weekend, um conjunto incrível de lançamentos de design, explorando ao máximo da modelagem 3D, princípios da parametrização e da produção por máquinas CNC, juntamente com a marcenaria tradicional da Taquetti Marcenaria, reunidas num único só lugar, a exposição D4D, Desgin for Designers, no atelier Casa Contemporânea, na Vila Mariana, em SP. “Madeira de verdade”, mdf, acabamento em laca, Real Color da Formica, Hi Macs da LG com termomoldagem, revestimento de PVC em portas e gavetas de mobiliário feitas à vácuo, encaixes da carpintaria tradicional foram os recursos de materiais e processos que foram a tônica da exposição D4D. A coleção apresentava o Banco Touch, o aparador Home Noveau, o aparador Wave, a mesa Nó e o gaveteiro Bolsa. Simultaneamente, no Pavilhão da Bienal de SP, o designer de interiores Fabio Galeazzo apresentava o Banco Copa (https://www.archdaily.com.br/br/01-147651/banco-copa-slash-galeazzo-design ), com projeto técnico de Ludson Zampirolli e a produção pela Taquetti Marcenaria.

Monolítica

Em 2014, Ludson Zampirolli inicia um relacionamento com a fabricante chinesa de máquinas CNC GANGER CNC. Ao observar uma simples router CNC apta à trabalhar com água no resfriamento das ferramentas, ele concluiu que, com pequenas modificações, seria possível usinar as rochas naturais brasileiras. Não somente com simples gravações de letras, mas peças maciças e tridimensionais com diferentes tipos de espessuras. Eduardo Gorini, dono da Itaicí mármores, uma marmoraria de Guaçuí-ES, foi o primeiro empresário à apostar na produção de design com máquinas CNC. Na Itaicí, Ludson Zampirolli desenvolveu diversos tipos de produtos com rochas naturais, usinadas por máquinas CNC.

Como designer, Ludson Zampirolli orientou a marmoraria Itaicí na definição de público alvo, focando em lojas e boutiques de Revestimento, lojas de mobiliário e na produção seriada para designers de produto. No dia 03 de março, Ludson Zampirolli teve um insight em São Paulo e criou o nome MONOLÍTICA vinculando o trabalho de design, a produção por máquinas CNC e as rochas naturais. Monolítica virou uma marca importante no cenário do design e das rochas naturais no Brasil. É um nome forte, simples e análogo diretamente à rocha natural. O nome Monolítica substituiu a Marmoraria Itaicí. Ludson Zampirolli projetou uma segunda máquina CNC produzido na China para a Monolítica. A primeira à ter 4 spindles, com foco na produção seriada de produtos de design.

Já em 2017, Ludson Zampirolli foi selecionado com a Cuba Wind para ser exposta em Milão. Esse fato foi registrado pela Stone Ideas, disponível no link: https://www.stone-ideas.com/56640/at-milans-fuorisalone-numerous-examples-of-how-to-implement-design-in-marketing-using-natural-stone-could-be-studied/ . Importantes designs com rochas naturais foram desenvolvidos na Itaicí marmoraria. Os exemplos de maior destaque de produtos de design são a Cuba Wind, a Cuba Wave, a Cuba Navi, a Cuba Tudor, a Cuba Leaf. Também, diversos designs de superfície com rochas naturais foram desenvolvidos. Um dos principais cenários de exposição e comercialização dos designs de superfície e produtos com rochas naturais foi a Colormix, em São Paulo.

Na mostra Brasil SA, em Milão, com o lançamento das cubas Wind, foram expostas 5 cubas Wind em 5 diferentes tipos de rochas naturais do Brazil. Foi a exposição internacional mais representativa do setor moveleiro do mundo. Um momento importante, foi quando Ludson Zampirolli conheceu Reffaello Galiotto, um reconhecido internacionalmente designer italiano, que também é professor universitário, usa o Rhino, o Grasshopper, máquinas CNC e trabalha o design nas rochas naturais. Foi o momento em que Ludson Zampirolli encontrou um par para debater o design pelo processo, onde o movimento da ferrantaria pelas máquinas CNC determinam a remodelagem da geometria do design.

Em 2018, a parceria entre o designer Ludson Zampirolli e a Monolítica, encerraram o relacionamento. Ludson transferiu todos os conceitos de design e sua visão de mercado, capacitou a Monolítica no desenvolvimento de programações de usinagem CNC e, atualmente, a Monolítica é uma renomada empresa de produção de peças de design do Brasil. Sem ressentimentos, Ludson Zampirolli considera o case MONOLÍTICA como um de seus maiores sucessos como designer. Ele criou uma marca que caminha e cresce sozinha. Atualmente, Ludson Zampirolli possui somente o domínio www.monolitica.com.br , que está à venda. O mais importante da história da MONOLÍTICA para Ludson Zampirolli, é a autoria do no nome à marca MONOLÍTICA, e dos diversos designs de produto.

2014

Em diversas experimentações dos mais variados tipos de máquinas CNC, em 2014 Ludson Zampirolli estudou a Silhouette, uma máquina de recorte de papel muito utilizada por artesãos na execução de cartões e convites para festas, em que Ludson a considerou uma máquina CNC de pequeno porte e caseira. A Silhouette Studio tem um software próprio de desenvolvimento de arquivos, como se fosse seu próprio softaware CAD-CAM, e faz a leitura de extensões .dxf. Ludson Zampirolli compreendeu as integrações de dxf, mapeamento e condições de corte, o que resultou numa proposta única de design, criando maquertes com mapas de textura em escala. Maquetes de diversos tipos de mobiliário foram executados à partir do seu domínio geométrico de planificação. Uma das referências de pesquisa foi um estudo exaustivo de embalagens de remédios, que embarcavam informações geométricas, de materiais, da mecânica, da interface com usuário, da segurança etc. Planificação, corte, vinco, mapas de impressão, montagem foram as tônicas deste experimento de design com uma pequena máquina CNC de corte de papel.

Exemplo de maquete em papel de ambiente e mobiliário, com referência de escala humana executado com uma Silhouette

Em 26 de maio de 2015, Ludson Zampirolli deu uma palestra em Brasília com o título “Do Papel à Pedra”. Os resultados dos ensaios de Ludson Zampirolli com a Silhouette, considerando-a como uma máquina CNC, fez parte dos fundamentos dessa palestra, auxiliando numa didática para um público de Designers de Interiores e Arquitetos entenderem as possibilidades da produção do design, das rochas naturais e com as máquinas CNC. O objetivo foi estimular Designers de Interiores e Arquitetos no protagonismo do desenvolvimento de produtos de design com as rochas naturais.

O link da palestra “Do Papel à Pedra” é o https://www.youtube.com/watch?v=v9-PV6JBCHg

https://www.zidea.com.br/wp-content/uploads/2011/01/IMG_20150218_100831-copy1.jpg e https://www.instagram.com/p/6cnjF6t4b_/

A palestra “Do Papel à Pedra” realizada em Brasília, foi organizada pela ABD(Associação Brasileira de Designers de Interiores) DF, com o suporte de Angela Borsoi, presidente da ABD-DF.

Em 07 de julho de 2016, a ABD-RJ organizou a palestra “Do Papel à Pedra” para Designers de Interiores e Arquitetos do Rio de Janeiro. Do Papel à Pedra é uma palestra que apresenta as tendências de Mármores e Granitos no mundo, e sua integração com Design e Robótica para a produção do Novo. Um momento de provocação e estímulo à criatividade para profissionais de projeto (Arquitetos, Designers de Interiores, Engenheiros), onde o designer Ludson Zampirolli, com a carreira especializada no setor de rochas, atualiza e exemplifica toda a cadeia do processo produtivo das Rochas Naturais ao máximo do Design. https://www.youtube.com/watch?v=9Yv2qSQIzsg

2015

Em 2015, projeta a primeira máquina CNC produzida na China e vendida no Brasil para usinar rochas naturais. Assim foi criada a Monolítica. Em 2015, Ludson compra uma silhouette e elabora inúmeros testes de vetorização, parametrização e estratégias de corte. Em 2017, Zampirolli projeta a primeira router CNC com 4 spindles fabricada na China e vendida para a Monolítica. Onde o foco era a produção seriada e repetibilidade.

2018

Em 2018, Ludson Zampirolli, pela Z-idea, fez um projeto de consultoria no Senai Vila Velha. Com foco em marcenaria, Ludson Zampirolli desenvolveu um piloto de projeto paramétrico com o Rhino e o Grasshopper, criando lógicas de programação que proporcionavam o máximo de customização de projeto de mobiliário com uma condição automática de plano de corte e usinagem por máquinas CNC. O resultado deste projeto no Senai Vila Velha resultou em módulos de treinamento de professores, cursos para alunos de marcenaria e suporte para marceneiros capixabas.

Em 2018 Ludson Zampirolli teve seu primeiro contato efetivo com um braço robótico. Fez um treinamento na Yaskawa em São Paulo e foi cedido em comodato, durante 6 meses, um braço robótico de 6 eixos da Yaskawa Motoman para testes e análises. O local de testes foi na Gramafal, localizada em Venda Nova do Imigrante, ES. O resultado, na época, foi insatisfatório por conta de não existir uma interface de programação do robô adequada aos processos produtivos com rochas naturais, utilizando disco de serra diamantada e não atingir uma boa performance de produção. Relatórios foram desenvolvidos para aprimoramentos futuros.

Em 2018, sob curadoria de Adélia Borges, https://www.instagram.com/borges_adelia/, na exposição “Brazilian Stones Original Design”, Ludson Zampirolli apresentou a “Cuba Navi”, pela primeira vez produzida em quartzito. Um desafio pioneiro pela dureza dos quartzitos brasileiros, utilizando pela primeira vez, uma serra-ponte CNC de 5 eixos, onde a estratégia de usinagem para o design da Navi em quartzito foi com o uso de disco diamantado. https://www.instagram.com/p/BkC7K1MnznP/

Outro produto inovador que Ludson Zampirolli lançou no “Brazilian Stones Original Design” foi o módulo (para ser usado como revestimento, mobiliário ou componente de mobiliário) “Veneto Wave”. https://www.instagram.com/p/Bi-le88Hip8/  ; https://www.instagram.com/p/BiC6_l4njMe/  ; https://www.instagram.com/p/BiC6CXJHPMl/ . Pela primeira vez, Ludson Zampirolli utilizou uma máquina CNC de monofio diamantado. Um conceito de sustentabilidade e inovação foi atingido por um domínio matemático e paramétrico que integra a metária prima (um pequeno bloco de rocha natural), a espessura do fio diamantado, e a programação da máquina CNC. O protótipo foi desenvolvido na Gramafal, localizada em Venda Nova do Imigrante, ES, Brasil.

EXPOSIÇÃO DESIGN ORIGINAL COM PEDRAS BRASILEIRAS, Vitória Stone Fair – junho 2018 | Apresentamos ao Brasil e ao mundo um projeto inovador, unindo a beleza das nossas rochas ornamentais e a criatividade do design brasileiro, com toda sua riqueza de expressão e identidade cultural. Ludson Zampirolli apresentou em entrevista o caráter de sustentabilidade do Design e das Rochas Naturais. https://www.youtube.com/watch?v=rfcW7s9LfMc

2019

Em 2019, assumindo a produção de um projeto de autoria de Rodrigo Ohtake, com patrocínio da Qualitá Group, Ludson Zampirolli dirigiu a execução na Dimagra, em São Paulo, que possuía um centro de usinagem CNC da italiana Breton. A Dimagra, até o momento, utilizava a máquina CNC somente para fazer furos de cubas. Pela primeira vez com uma máquina italiana, Ludson começa uma análise e edição de arquivos G-code para máquinas CNC (pois o suporte da Breton foi zero), integrando com ferramentaria e estratégias de parametrização. Considero este como um case de sucesso como Embedded Desginer. Contratado pela Qualitá, coordenando as equipes e máquinas da Dimagra para entregar uma solução executiva de um projeto do Rodrigo Ohtake para a Revestir de 2019.

Em 2019, participou como designer expositor da High Design Expo, em SP, com a Cuba Slipper. Teve o apoio da Gramazini e a Dimagra e sua máquina CNC para a execução.

A cuba Slipper foi executada no mármore Enigma, da Gramazini. O contexto do design da cuba Slipper projetado por Ludson Zampirolli explorou sua analogia com as trufas, que deu origem à coleção Trufas. O conceito da coleção Trufas para produtos de design feito com rochas naturais, integram princípios da ACV (Análise do Ciclo de Vida) de produtos, da Economia Circular e da Biofilia. https://www.zidea.com.br/protoype_colecao_trufas/

Evoluindo ainda mais nas aplicações de parametrização de projeto e gerenciamento na edição de G-codes. Em 2019, Ludson Zampirolli vai à China para o desenvolvimento de uma nova tecnologia com máquinas CNC para as rochas naturais do Brasil. O contato com dezenas de fabricantes de máquinas CNC e indústrias que se sustentam e crescem graças às máquinas CNC, ampliou muito o campo de visão e estratégias na mente de Ludson Zampirolli. Ao final de 2019, Ludson dirige a produção de uma coleção inteira (projeto, parametrização, programação G-code, usinagem, acabamento e logística), contratado pelo Grupo Gramazini. Também, como Embedded Desginer, a contratante foi a Gramazini e a empresa executora foi a Dimagra, em SP.

Em 2019, Ludson Zampirolli foi à China com objetivo de desenvolver uma máquina CNC de alta performance de usinagem específica para as rochas brasileiras, incluindo os quartzitos do Brasil. O patrocinador dessa pesquisa e desenvolvimento foi o Grupo Gramazini, um dos maiores grupos de empresas exportadores de rochas naturais. Foram visitadas 3 cidades distintas: Quanzhou e Fujian, com o foco em ferramentaria para as rochas naturais. Analisando indústrias de rochas utilizando centros de usinagem CNC, monofio CNC, serra ponte CNC e torno CNC utilizando diferentes tipos de compostos de diamante em seus processos. Changsha foi uma cidade visitada com foco em ferramentas hidráulicas, torque, tamanhos reduzidos dos motores e condições de trabalhar submerso. E Jinan foi a Meca dos fabricantes de máquinas CNC. Visitei algumas empresas com dezenas de máquinas CNC e pouquíssimos funcionários. Até empresas sem funcionários, somente as máquinas CNC trabalhando sozinhas.

2020

Em 2020, ainda nos primeiros dias de isolamento em razão da pandemia do Covid 19, Ludson Zampirolli deu início à outro grande projeto inovador: a produção de G-codes para máquinas CNC e o trabalho remoto da produção de design e gerência de produção. Em razão das restrições de locomoção e isolamento em suas residências, em Venda Nova do Imigrante e Vila Velha, ambas no ES, Zampirolli abre o contato com Carlos Fernando, da CF Stones (uma marmoraria em Cachoeiro de Itapemirim que tinha uma máquina CNC de 5 eixos, uma Monster 5, da D2 Technology).

Em todas as indústrias de rochas naturais do Brasil que tinham máquinas CNC, Ludson sabia exatamente os problemas comum em todas essas empresas na época:

Ludson Zampirolli tinha uma conclusão sobre os tópicos acima: As indústrias brasileiras de rochas naturais utilizam as máquinas CNC como serras-ponte de luxo. Sem extrair o potencial de produção que cada eixo pode proporcionar, bem com “um novo valor agregado”.

Essa somatória de experiências e a consciência do mercado, fabricantes de máquinas CNC, indústrias brasileiras e o potencial de mercado foram essenciais para o sucesso no trabalho com a CF Stones. Entre 2020 e 2021, a relação com a CF Stones foi exclusivamente remota. Ser remoto faz parte de um plano de Ludson Zampirolli exponenciar esse tipo de trabalho para outras indústrias de rochas, principalmente Estados Unidos e Emirados Árabes. Gradativamente, com uma essencial comunicação (o fato de Ludson Zampirolli ter lecionado por 18 anos é essencial nessa liderança de comunicação e formação de times) junto ao operador da Monster 5 (a máquina CNC de 5 eixos da CF Stones), os domínios de coordenadas X, Y e Z, somados com ângulos C e A, mais códigos de acionamento de motores, água interna e externa de resfriamento, habilitação de controles, tempo de espera, velocidades máximas para cada eixo relacionado à potenciômetros que demonstram diferentes esforços em razão de durezas de minerais nas rochas e seu comportamento coma ferramentaria e outras informações que compõem complexas estruturas de G-code. Eixo à eixo, processo à processo, testes seguidos de testes sempre para o máximo de performance na máquina CNC de 5 eixos. Trata-se de um trabalho solitário para Ludson Zampirolli, pois a prática, os testes e as repetições o condicionaram para o domínio de desenvolvimento complexos algoritmos que integram a geometria do design, ferramentaria e scripts de G-code.

Como Ludson Zampirolli teve participação no início da Monolítica nos conceitos de máquinas CNC, segmentos de mercado (lojas de revestimento, boutiques de banho e mobiliário), processos produtivos e ferramentaria, ele tem consciência de onde e como a CF Stones pode chegar. Ludson Zampirolli encerrou as relações com a Monolítica em 2018, onde a Monolítica absorveu todo o know how de produção e atualmente caminha sem o Ludson Zampirolli. A Monolítica até hoje produz e comercializa produtos de autoria de Ludson Zampirolli e não paga royanties ao designer. São designs de sucesso como as Cubas Navi, Tudor, Wind e alguns padrões de superfície de revestimento para a Colormix. Sem ressentimentos, Ludson Zampirolli considera a Monolítica como um case de sucesso. Mais um case criado pela mente de Ludson Zampirolli, uma mente que não foi preparada para ser parada com a Monolítica ou somente para ela, uma mente criativa de essência matemática do design.

Gradativamente, Ludson Zampirolli está aplicando novos e revolucionários conceitos de produção, de algoritmos de integração de geometria e design às máquinas CNC por meio de scripts de G-code na CF Stones. Em setembro de 2022, Ludson decide por uma atuação “in company” na CF Stones. Em sua carreira como designer e professor, acredita no seguinte princípio: “O segredo não é a Alma do negócio! Mas a Alma é o segredo do negócio!”. Ludson Zampirolli pode compartilhar várias ideias e até segredos. Mas ninguém é capaz de superar sua paixão e entusiasmo para aplicar novas ideias, formar times, gerar resultado, fazer o que muitos não acreditam que possa ser feito e fazer com excelência. Ludson Zampirolli, até agosto de 2024, já colocou a CF Stones em exposições de design em Nova Iorque, São Paulo e Milão, Colocou em relacionamento com o renomado escritório de arquitetura Super Limão, executando peças para o escritório do Google em São Paulo, o restaurante Casa Di Vina em Salvador, StarkBank em São Paulo (o destaque é o bar do banco) e diversos casos de sucesso. Atualmente, a CF Stones está com 5 máquinas CNC e num caminho crescente com foco na exportação de produtos em rochas naturais de alto valor agregado.

As previsões do relacionamento de Ludson Zampirolli com a CF Stones é de um excelente crescimento para os próximos anos. Essa relação tem um excelente equilíbrio de entregas, comprometimento, confiança, transparência e lucratividade. Ludson Zampirolli em seu trabalho “in company” na CF Stones está consolidando estruturas de gerência de projeto, definição de processos, treinamento e sincronismo com operadores das máquinas CNC, suporte/comunicação e monitoramento com as equipes de acabamento, inspeção, embalagem, transporte, relacionamento e suporte ao cliente. Formando líderes e profissionais setoriais, a evolução com a CF Stones irá ter uma nova migração para o trabalho remoto.

Trabalho remoto é uma estratégia de Ludson Zampirolli após implantação de seus métodos como designer. O trabalho remoto irá proporcionar para Ludson Zampirolli as oportunidades de replicar os métodos inseridos na CF Stones para seus propósitos nos Estados Unidos e Emirados Árabes. Bem como novos projetos e parcerias em segmentos diferentes como o modelo de startup para venda de arquivos G-code para marmorarias com serras-ponte CNC (que tem o suporte de profissionais do IFES Venda Nova do Imigrante), design de mobiliário para a indústria da marcenaria, módulos construtivos de wood frame, aquecedores e fornos de pizza com pedra sabão etc… Ludson Zampirolli tem a habilidade de formação de parcerias em cada novo projeto.

NFT’s

Em 2021, o designer Ludson Zampirolli lançou seu primeiro NFT, o Sea Sink (https://opensea.io/assets/ethereum/0x495f947276749ce646f68ac8c248420045cb7b5e/80360179143305002934979821351221709685194009265458801641226864950620616392705 ), em sua galeria no OpeSea, chamada LudsonZampirolli (https://opensea.io/LudsonZampirolli).

O NFT Sea_Sink, criado por Ludson Zampirolli é o primeiro NFT que vincula as rochas naturais no mundo e explora e inova vários conceitos de design. Em debate com vários amigos designers brasileiros, explorando as estruturas de lançamento e entendimento de NFT’s relacionados ao design de produto, às integrações e possibilidades de uso à plataforma META, aos usos dentro de ambientes do Metaverso, aos arquivos e resultados da produção do Sea Sink que também podem ser usados em Realidade Aumentada (AR) e Realidade Virtual (VR) mostra que esse caráter inovador do Ludson Zampirolli é pioneiro, e esses experimentos orientarão diversas possibilidades por outros designers, arquitetos e a sociedade como um todo de uso no futuro. A primeira inovação é a aplicação de “Gêmeo Digital” (Digital Twin) como termo que envolve um processo que integra o produto real e único com o NFT Sea Sink. Dentro do conceito “Trufas” de pedras naturais, Ludson Zampirolli fez a seleção de um bloco do quartzito brasileiro Azul Macaúbas, extraído na região de Macaúbas, na Bahia. Com um design orgânico e a meta de execução definida para ser feita com uma Serra Ponte CNC utilizando disco, o processo de usinagem de uma peça de design usando um quartzito foi pioneira no mundo, originando como produto físico e real, a cuba para banheiro Sea Sink. A cuba Sea Sink impressiona pelo seu tamanho, com 3.15m de comprimento, comprovando a excelente estrutura de produção e porte das máquinas CNC que Ludson Zampirolli coordena. Após a execução da cuba Sea Sink, Ludson Zampirolli coordenou uma equipe de fotografia, executando um mapeamento de dessas fotos, resultando num arquivo de extensão .glb, que é um arquivo digital tridimensional utilizado como NFT e capaz de ser inserido dentro de alguns ambientes do Metaverso, Realidade Aumentada e Realidade Virtual. Foram centenas de fotografias que mapearam um modelo tridimensional em sua geometria, textura, cores e veios exatamente como o produto, o Sea Sink, real e físico, resultando em seu “Gêmeo Digital”. O conceito de Gêmeo Digital aos NFT’s pode ser sugerido para produtos de design únicos e exclusivos, valorizando ainda mais os princípios do design autoral e o consumidor que valoriza produtos e conceitos inovadores e únicos.

Outra característica do NFT, é que ele pode ser utilizado como prova de anterioridade, já que no momento de seu lançamento é gerado uma hash, um blockchain imutável, com registro do momento exato de seu lançamento. E pelo princípio de prova de registro, Ludson Zampirolli frequentemente lança NFT’s de seus designs inovadores e suas ideias. O pioneirismo de Ludson Zampirolli, pesquisando e imaginando possíveis usos no futuro, fez com que também fizesse os registros de importantes nomes como ENS (Ethereum Name Service) naturalstone.eth (https://opensea.io/assets/ethereum/0x57f1887a8bf19b14fc0df6fd9b2acc9af147ea85/20778387766939042347038962661925020619088234499185412483925837762026544721645 ) e o carraramarble.eth (https://opensea.io/assets/ethereum/0x57f1887a8bf19b14fc0df6fd9b2acc9af147ea85/97101292489314442325976136204582305984809410203187025420199874357131054089348 ). Um exemplo da audácia e estratégia de Ludson Zampirolli registrar esses nomes pensando num cenário de possibilidades e mercado futuros.

2022

Em maio de 2022, Ludson Zampirolli foi selecionado pela curadora Natasha Schlobach, https://www.instagram.com/nschlobach, para a mostra Casa Brasil NYC, com apoio da Apex Brasil, com a peça de design Table Top Collection. O design desenvolvido com um algoritmo Voronoi integrando os movimentos de veios e cores de um mármore capixaba, usinados com máquinas CNC. A particularidade do design na seleção da matéria prima se enquadra nos princípios da economia circular. Uma anomalia geológica de um mármore homogêneo é normalmente recusado por arquitetos e designers na busca de uma padronização de projetos. E foi exatamente essa anomalia o destaque que torna única cada peça do design, demonstrando diferentes tipo de minerais registrando acidentes geológicos que contam a história da formação da terra.

Em 2022, Ludson Zampirolli juntamente com o escritório de arquitetura Super Limão executou a estratégia de produção por máquinas CNC do balcão de recepção do Google, em SP. O projeto representa um mapa cartográfico em curvas de nível da Cidade de São Paulo, Brasil, identificando a região da Paulista até a localização do Google na Faria Lima. Foi utilizado o granito Cinza Andorinha com acabamento escovado. Num rico debate, Ludson Zampirolli e a equipe do Super Limão conclui que não existe matéria prima natural, como um granito, ruim. Inútil julgar que o granito Cinza Andorinha é fora de moda ou feio, ou barato. Usá-lo no projeto do Google em SP, provoca um rico debate de consciência sobre as rochas naturais e sustentabilidade.

Em 2022 foi lançado uma coleção de designs de superfície para marmorarias que tem serras-ponte CNC de 4 e 5 eixos. São os arquivos “Z-codes”. Desenvolvidos por Ludson Zampirolli, são arquivos G-code para as serra-pontes usinarem diferentes superfícies de chapas de mármores, granitos e quartzitos com discos simples de 350mm de diâmetro. Em 2022, foram lançados 12 modelos de designs de superfície, e o grande destaque é o Lunar Surface. Os arquivos foram desenvolvidos com foco na produção seriada, na repetição, para ladrilhos pré-recortados com 90 x 140cm com espessura mínima de 2cm. Essas dimensões visam o melhor aproveitamento das chapas de rochas naturais, bem como o manuseio após a usinagem, embalagem e instalação. Seu processo de implantação foi planejado para ser o mais simples possível, sendo totalmente remoto, e numa condição em que um simples operador esteja apto à produzir a primeira peça em meio dia de testes. Essa condição dos arquivos Z-code gerou um slogam: APERTA O PLAY!

Os arquivos foram desenvolvidos para as 3 maiores empresas fabricantes de serra-ponte CNC do Brasil: AçoArt, Manutec e Rexfort. E marmorarias do RS, PR, SC, SP, MG, DF e ES já adquiriram os arquivos Z-code. Os arquivos Z-code são utilizados pelas marmorarias que tem serra-ponte CNC para se diferenciarem no mercado, principalmente das empresas que não possuem serra-ponte CNC. A usinagem das rochas naturais com os arquivos Z-code proporcionam as marmorarias inovarem seus showroons e criarem atmosferas de relacionamento e negócios com arquitetos e designers de interiores, sem em busca de inovações e lançamentos. Os arquivos Z-code podem ser considerados como um dos primeiros produtos digitais de sucesso desenvolvido por Ludson Zampirolli.

Guidoni

Em 2023, Ludson Zampirolli foi contratado pela Guidoni Group (uma das maiores empresas de rochas brasileiras e também fabricante de superfícies de quartzo, com indústrias no Brasil, Espanha e Estados Unidos), para o desenvolvimento de peças de design com rochas naturais e superfícies de quartzo para o estande da Guidoni na Coverings 2023, em Orlando-Florida, Estados Unidos. Foi dado ao Zampirolli total liberdade na croação de peças e produtos inovadores, e ele soube aproveitar essa oportunidade. Ludson Zampirolli desenvolveu totens gigantes por algoritmos paramétricos formando 5 monolitos prismáticos produzidos com chapas de pedras naturais. Um painel de grandes proporções concebido por um algoritmo voronoi desenvolvido por Ludson explorou mais um desafio na estratégia do design: gerar os arquivos de corte, orientar o tipo de máquina CNC e ferramentaria no Brasil, e encaminhar para 3 diferentes indústrias os Estados Unidos produzirem, conquistando no momento da montagem deste painel, encaixes perfeitos. Uma linha de mobiliário de aparadores e mesas de geometria orgânica e com referências de mapas cartográficos com curvas de nível. O Design de superfície para peças de revestimento de paredes em superfícies de quartzo, além de mobiliário de recepção e serviço com volumetria prismática. O grande desafio na produção de mobiliário de geometrias prismáticas está na planificação de cada peça que compõe o mobiliário, bem como definição de cada ângulo aplicado em cada uma das arestas da geometria. Ludson Zampirolli chegou com 5 dias de antecedência da Coverings 2023, iniciando sua jornada na fábrica da Guidoni na Georgia. Altíssima tecnologia em todo o processo das superfícies de quartzo, inspecionou todas as peças que foram para a Coverings. Na Coverings, Ludson teve o privilégio de participar de toda a montagem ao lado de mestres da carpintaria americana (que é um outro segmento que apaixona Ludson Zampirolli). O resultado dos designs surpreenderam os visitantes de diversos países do mundo.

O painel voronoi desenvolvido para a Guidoni e seu processo criativo com base na biofilia e em processos paramétricos, estão disponíveis no link: https://youtube.com/watch?v=o1PHY-t1iYw&feature=shared Os totens prismáticos para a Guidoni e a apresentação do processo criativo estão disponíveis no link: https://youtube.com/watch?v=V5FqFJMHPsQ&feature=shared  A publicação da participação da Guidoni na Coverings 2023 está disponível no link: https://www.instagram.com/reel/CrV-YwhgkGR/?igsh=MXVjbWhscXh6NDNvYQ==

Em 2023 foi contratado pelo CentroRochas para ministrar uma sequência de palestras e reuniões, juntamente com Fabio Cruz (vice-presidente do CentroRochas) em Orlando-Estados Unidos, para importantes escritórios de arquitetura e design americanos. O evento foi o Bond Arc_US (www.instagram.com/bondeventsltd) . Ludson, com suas experiências em rochas naturais e a execução de projetos complexos de produto e arquitetura com máquinas CNC, destacou as possibilidades de integração paramétrica de projeto e execução no Brasil e no mundo com o uso das rochas naturais. Tiveram presentes os “Architects Principals” de renomados escritórios de arquitetura e design como: @kasiandesign @corganinc @gensler_design @pgaldesign @dlr_group @dialogdesign @smithgroup @hksarchitects @perkinswill @hdr_inc @mmosersocial @ayerssaintgross @grimshawarch @ozarchitecture @cuninghamcreates @hoknetwork @stantec Arquitectonica @tvsdesign @ewingcole @hordcoplanmacht @beckgroup @dpsdesign Ludson Zampirolli registrou esse importante passo de sua carreira no link: https://www.instagram.com/p/CzO7UmUrJSg/?img_index=1

A participação do Bond Arc_US me trouxe a percepção de quanto é grande o mercado americano, bem como analiso o potencial do uso dos meus conhecimentos de design e a programação de máquinas CNC aplicadas nas rochas naturais. Muitas marmorarias nos Estados Unidos tem máquinas CNC, bem como as carências de mão-de-obra qualificada se colocam em quase todos os lugares do mundo. O grande fator é que nos Estados Unidos a remuneração é em dólar.

Nesta viagem, conheci o Bernardo Giardini em Miami. Um brasileiro que tem uma trade nos Estados Unidos e conhece muito marmoristas na região de Atlanta, na Geórgia. Também nos encontramos no Brasil e sempre debatemos sobre possibilidades de negócios. Até o momento, ainda não fechamos nada, mas as conversas são sempre boas e positivas.

2024

Em 2024, Ludson Zampirolli foi selecionado pelo curador de design Bruno Simões, www.instagram.com/brunosimoes.atelie, para a exposição Coccoloba, em Milão. Integrando o Milão Design Week, como um dos mais renomados festivais de design do mundo, a peça autoral em destaque foi a Coluna Vessel. Produzida pela CF Stones, a Coluna Vessel é o resultado de diversas intenções do design. Organicidade, design paramétrico, economia circular, se integrar ao conceito de “trufas”, produção por torno CNC, analogia às curvas da arquitetura contemporânea, cores e veios da rocha natural de maneira tridimensional. Similar à uma escultura, em que sua qualidade é dada por pontos de atenção em toda a sua volta, as colunas em rochas naturais trazem essa essência da arquitetura para a valorização das rochas e do design únicos. Um vídeo sobre o estágio do conceito já está no Youtube: https://m.youtube.com/watch?v=nSis6KwjoGY

A rocha utilizada foi o mármore espanhol Marrom Emperador. A seleção desta rocha é dada como um manifesto para as indústrias de rochas naturais do Brasil que não investem em design.

A CF Stones participou com um estande na Marmomac de Vitória apresentando diversas propostas de design e usinagem em rochas naturais. Foi um estande que chamou muita atenção dos visitantes, e foi um marco o compromisso assumido com uma importante indústria moveleira de altíssimo padrão do Brasil.

E para atender essa indústria moveleira, precisei entrar num processo de introspecção profunda. Para atender toda a intensidade da demanda deste cliente, decidi não publicar, não promover meu nome e meu trabalho, não buscar novos clientes e não vender para mais ninguém. Precisava me concentrar exclusivamente na gerência de projeto, formando e preparando um time de projetistas capazes de administrar todos os pedidos que chegam, correlacionar aos meios de organização de projeto e compatibilidade de padrões e tolerâncias de dimensões, programação de alta performance dos arquivos G-code, comunicação com as equipes de produção, inspeção, embalagem e fiscal. Simultaneamente a formação e treinamento dos operadores das máquinas CNC. Em 2024, a CF Stones tem duas serras-ponte CNC de 5 eixos (uma Monster 5 da D2 Technology e uma da AçoArt), uma router CNC de 3 eixos e 4 spindles em paralelo com foco em produção seriada, um torno CNC de 4 eixos para colunas e uma waterjet de 5 eixos.

Essa sabatina voltada para dentro da indústria teve o objetivo de analisar minha competência na formação de times de Projeto e Operadores, criando um ambiente em que eu consiga gerenciar de uma maneira que aconteça uma migração da condição presencial para o remoto. Eu sou sempre o responsável pela programação de projetos complexos, algoritmos para diferentes máquinas CNC e seus respectivos G-codes. Por se tratar de um arquivo digital, sua produção pode ser remota, e o envio pode ser feito até pelo celular.

2025

Consolidação da Identidade: Embedded Designer

Em 2025 você consolidou definitivamente seu posicionamento como Embedded Designer para a indústria de rochas naturais — um conceito que você mesmo vem maturando e estruturando há anos. CF Stones, Granistone, Baracho Pedras, Decormarmi

Projetos internacionais de maior impacto

A Araçari, no quartzito Capolavoro Picasso da Granistone. Um marco estético e técnico: o protótipo criado na Decormarmi, Itália, utilizando um monofio CNC de 7 eixos da Pellegrini, sob curadoria de Raffaello Galiotto.

Expansão técnica e industrial (Brasil, China e EUA)

Aprofundou integração com novas máquinas CNC

Reputação como especialista internacional em design orientado por G-code.

Atuação com a CF Stones

Um ano intenso em:

Apesar da pausa estratégica em novembro, sua entrega trouxe maturidade e clareza para o próximo ciclo de trabalho.

Expansão do Z-Code Stone – sua linha autoral

2025 marcou:

O Z-Code Stone tornou-se seu produto oficial, escalável e licenciado.

Movimento estratégico com instituições brasileiras e internacionais

Você fortaleceu laços com:

Narrativa reconhecida como autoridade em inovação com rochas naturais.

O grande destaque de 2025 está na Arçari:

Araçari — quando o design mostra o que a indústria de rochas pode alcançar

A Araçari representa um divisor de águas na minha carreira.
Ela nasce da combinação entre programação, engenharia, design autoral e a capacidade das máquinas CNC modernas de transformar rochas naturais em peças de altíssimo valor.

Mas, acima de tudo, a Araçari evidencia algo essencial para o setor de rochas:

Quando há estratégia, design e tecnologia trabalhando juntos, a indústria deixa de vender apenas matéria-prima e passa a vender valor.

Ao longo dos últimos anos, aprendi que uma escultura como a Araçari só existe porque existe:

É isso que diferencia uma marmoraria que apenas produz, de uma marmoraria que lidera.

A Araçari é um símbolo do que o setor pode alcançar quando o design entra como força estratégica — não como estética, mas como produto, processo, posicionamento e faturamento.

Empresas que entendem esse movimento passam a:

A Araçari mudou minha carreira porque mostrou, de forma clara, que o futuro da indústria de rochas está no design guiado por tecnologia.

E é exatamente esse futuro que estou construindo com as empresas que me procuram como Embedded Designer — dentro da operação, lado a lado com os gestores, transformando máquinas, materiais e ideias em valor real.

A Araçari é o início de uma nova etapa.
E o setor que compreender isso primeiro será o que liderará os próximos anos.

100 anos da Belas Artes de São Paulo — e a honra de retornar como convidado para um talk com os alunos

Neste ano em que a Belas Artes de São Paulo celebra seu centenário, recebi um convite especial: retornar à instituição onde me formei em Design para apresentar um pitch e participar de um talk com os alunos, compartilhando minha trajetória com rochas naturais, tecnologia CNC e design paramétrico.

A Belas Artes é uma das escolas mais tradicionais e respeitadas do Brasil.
Sua história está diretamente ligada à formação de gerações de designers, artistas e profissionais que influenciaram a cultura visual do país por décadas.

Ser chamado para falar nos 100 anos da instituição é, para mim, mais do que uma honra — é um reconhecimento técnico e intelectual que tem enorme valor estratégico.

Por que isso importa para a indústria de rochas e para empresas que buscam inovação?

Porque uma escola centenária não convida alguém por acaso.

O convite surge quando um profissional:

Para a indústria de rochas, isso significa uma coisa muito clara:

Design de alto nível não é estética — é qualificação, método, pensamento crítico e capacidade de transformar máquinas em valor.

E esse convite da Belas Artes é um indicador público e institucional de que:

E como isso diferencia um designer dentro da indústria de rochas?

Porque o setor de rochas precisa, cada vez mais:

Quando instituições centenárias selecionam profissionais para inspirar novas gerações, elas buscam:

Esse é exatamente o papel que venho desenvolvendo ao longo dos últimos anos.

Um marco na minha carreira — e um indicador para quem busca excelência

Participar do centenário da Belas Artes reforça algo que muitas empresas já perceberam:

O setor de rochas que deseja competir globalmente precisa incorporar designers com visão profunda, formação sólida e capacidade de integrar arte, indústria e tecnologia.

O convite da Belas Artes não é apenas uma celebração pessoal.
Ele é um selo de qualidade que mostra que:

Para as empresas que buscam não apenas produzir, mas liderar, este é o tipo de profissional que faz diferença.

Design é trajetória, é cultura — e é impacto real na indústria

Retornar à Belas Artes, 100 anos depois de sua fundação, para compartilhar minha experiência com jovens designers, é perceber que a ponte entre passado, presente e futuro está sendo construída com pedra natural, tecnologia CNC e pensamento crítico.

E é exatamente nessa interseção que meu trabalho se fortalece — dentro da indústria, das instituições e, agora, de uma nova geração que está prestes a transformar o design brasileiro.